Falar desse grande empresário e político baiano por devoção, é manter viva sua memória e sua contribuição à economia da Bahia.
Conheci Pedro Irujo na década de 70, e logo tive a felicidade de compartilhar com ele alguns desafios empreendedores por mais de 20 anos.
De origem basca, nascido em Pamplona-Espanha, ainda jovem se mudou para o Brasil, iniciando seu trabalho na BREDA Transportes, até se encantar com as oportunidades que a Bahia oferecia.
Nas décadas de 60/70, como grande empreendedor percebeu um enorme vazio nos serviços de transportes especializados e por aí começou sua trajetória baiana, junto a Petrobras e Polo Petroquímico de Camaçari.
Seu Pedro, como carinhosamente o chamava era um trator D-8, turbinado que somente quem tinha sangue no olho o acompanhava. Era determinado. Não tinha hora, nem sábado, nem domingo, nem feriado. Enxergava oportunidades e descobria talentos para montar sua equipe.
No segmento de transportes, fez a maior frota de caminhões Scania LK 140 e 141 da América do Sul, com mais de 600 cavalos mecânicos.
Não parou por aí, teve hotéis, usinas de castanhas de caju, fábricas de cordas, implantou um grande terminal de granéis líquidos no Porto de Aratu, uma frota de aeronaves, até tomar conhecimento da possibilidade de adquirir os diários associados com a TV Itapoan e suas rádios, que muito contribuiu para o avanço da comunicação da Bahia.
Pedro Irujo era o mito baiano da época e sua missão era gerar empregos e nessa trajetória empregou mais de 5.000 pessoas.
Se naturalizou baiano porque a política exigia sua presença e desde eleger prefeitos, Deputados, governador e Presidente da República, se elegeu Deputado Federal, considerado dos mais atuantes na sua época.
Pedro Irujo sua obra não pode ser esquecida pelos baianos.
Gratidão
Prof José Afonso Baltazar